Sobre Marco Menezes

Trabalho, basicamente, com Tarot, Reiki, Numerologia e Astrologia. Sou formado em Farmácia pela UFRJ e lido com óleos essenciais, participei de workshops de florais com os principais co-criadores. Atualmente atendo somente online: via WhatsApp, Telegram ou Skype. Se deseja atendimento comigo entre em contato usando o e-mail: marcomenezesbrrj1@gmail.com .Este blog é apenas uma maneira de ver o mundo que nos cerca, com todas as nuances que for possível vê-lo. Sinta-se à vontade, mas respeite o espaço! ;)

02 agosto 2026

Brasil! Mostra tua cara

 BRASIL!

Mostra

tua

 cara

 por Marco Antonio H. de Menezes
 

"E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor"

(trecho de Canto Das Três Raças, música composta por Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte)

Ok!!!

Eu sei que muita gente boa talvez prefira não votar ou até prefira votar em branco nesta eleição.

Mas, se eu fosse esta gente boa, buscaria saber mais sobre o que está em jogo neste momento.

Há uma visão que é muito reducionista e eu considero até manipuladora: "esta é uma eleição Lula X Bolsonaro".

Nada mais longínquo do que está em jogo.

Desde que a partir de meados da década de 80 o Brasil começou a deixar para trás os tempos do golpe militar de 1964, uma lenta, mas contínua fervura teve início.

Ela ficou mais evidente quando o Lula chegou ao poder, porque ele abriu uma porta que até ali ninguém tinha ousado abrir (ou talvez tenham tentado abrir de maneira extremamente tímida): preocupação com a construção de estruturas que permitiriam ao Brasil assumir uma posição de destaque no cenário internacional, não mais como mero fornecedor de mão-de-obra ou de matéria-prima.

Dali por diante, nós vimos o país deslanchar, a economia adquirir uma pujança inacreditável, a população começou a ser parte importante para a construção da estrutura e não apenas uma mera coadjuvante.

O que chocou a todos é que quem fez aquilo tudo em apenas 8 anos foi um carinha que mal sabia falar o português, mas que sabia olhar para o país e sabia estimular o país a ser mais do que até ali acreditaram ao longo de 500 anos.

O que ninguém fez em 500 anos, ele fez em 8 anos de governo. Ele desagradou setores muito bem estabelecidos da elite local e que sempre tiveram proeminência política, cultural e social sobre o povo. Porém, ele desagradou muito mais: aqueles que de fato detêm o poder mundial. Aqueles que manipulam a ordem mundial, aqueles que detêm nas mãos as regras de quem pode, ou não, destacar-se no cenário internacional.

E a coisa ficou ainda mais estranha quando, no governo da Dilma ficou claro que o país conseguia explorar uma quantidade muito maior de petróleo e de boa qualidade: o pré-sal. Seria algo muito positivo para o país reorganizar, e bem, a própria economia e a forma como olharia para os demais países.

Não foi o pré-sal que causou o abalo que veríamos a partir do governo da Dilma, mas foi a gota d’água (ou seria de óleo?) para desencadear uma série de ações muito mais violentas contra o país. Elas já haviam começado no governo do Lula, mas ficaram mais ferozes a partir do primeiro governo da Dilma.

Alguém não quer pensar em ver o Brasil independente, soberano e capaz de gerar uma influência política de peso não apenas no cone Sul, mas no mundo.

A Dilma não conseguiu barrar a onda de ataques e insanidades que tomou conta do país. Foi muito triste ver as estruturas que o Lula e a própria Dilma começaram a erguer serem desmontadas de maneira tão virulenta, mesquinha e covarde. Tudo para trazer novamente ao poder um bando de caciques que viram a (frágil, porém camuflada) credibilidade construída ao longo de centenas de anos ser jogada na lama por um operário.

Mas o que veio à tona foi algo pior! Foi um bando de pessoas que não só se aproveitou da política de difamação contra os governos de Lula e de Dilma, mas que também atacou os antigos oligarcas da política local. Um bando que não mais ligava para regras, não se preocupava em disfarçar a mesquinharia e a total insanidade que guiava suas mentes(?).

Eram pessoas que se preocupavam apenas consigo mesmas, com encher os bolsos, que apenas usavam as preocupações e os questionamentos do povo para se elegerem e não para ajudarem. Pessoas que não querem ou não sabem dialogar, apenas discutem, brigam intimidam, ameaçam e provocam. Uma vez no poder, desmontaram toda e qualquer estrutura que poderia trazer problemas para aquilo que elas desejavam: o poder!

No entanto, fizeram pior: aliaram-se com todas as instituições internacionais que apoiavam a continuação de um Brasil dependente, acéfalo, sem consciência de cidadania e que usaria seu poder de influência não para incentivar os demais países a serem autônomos, mas a serem submissos.

Antes de continuar: o que está sendo descrito aqui é uma visão pessoal, se não concorda, eu entendo! No entanto, não entendo qualquer tipo de atitude agressiva contra a minha pessoa!

Em cerca de 6 anos o Brasil regrediu de forma inimaginável, sob o comando de um grupo de pessoas que nada mais era do que um bando de aproveitadores e submissos (fico com estas palavras para não dizer outras piores).

A impressão que tive é que toda aquela má educação dada ao povo ao longo de 500 anos foi facilmente reavivada, afinal como 12 anos de possibilidade de enxergar o mundo com outros olhos podem apagar 500 anos de cegueira e submissão? Como podemos abrir mão de olhar para o mundo externo sem acharmos que somos menores, sem menosprezarmos quem somos? Não é fácil!

Uma boa parcela da população pode não gostar do que vive, mas quando ela não possui uma forte consciência de cidadania e do poder que reside em suas mãos, ela fica à mercê. É uma população que é bombardeada pela mídia aberta, pela internet, por um grupo de pessoas que vive bajulando e dependendo da bajulação. Até a religião e a espiritualidade são usadas para gerarem a inação, a dependência, a atitude refratária ao pensamento questionador e a ausência de percepção da manipulação da realidade.

O fato é que aquelas pessoas que subiram ao poder, após a deposição do governo da Dilma, descaradamente, aliaram-se a e se venderam para governos e instituições que nunca se interessaram por algo além de tudo o que possam saquear e extrair do país sem maiores esforços. São pessoas que acreditam que sairão ganhando por serem entreguistas, por serem interesseiras, por serem capazes de sacrificar a vida daqueles que votaram neles. 

A volta do Lula ao poder representou um entrave a tudo aquilo que estava sendo planejado e montado neste país, seja pela elite local, seja por aqueles que detêm o monopólio mundial.

Retirar o Lula do poder neste momento não é ser contra ele, mas contra tudo o que poderá fazer com que o país dê um salto de independência do qual não poderá mais recuar.

O que acontece agora é algo que venho falando desde 2012/2013, que este é o momento de amadurecimento do país. Ou o país para de ser uma criança insossa, insípida e inodora e que tem complexo de Peter Pan, ou vamos viver, para sempre, na Terra do Nunca. É um momento perfeito para sairmos de uma visão irresponsável. Tudo o que temos visto ocorrer na política, seja no âmbito dos parlamentares federais, estaduais e/ou municipais são apenas atitudes infantis, inconsequentes e frutos de um país que não quer crescer, que não quer assumir responsabilidade, que não deseja assumir sua missão de ser uma nação consciente de seu poder e de sua influência, que não quer abrir mão do poder de forças externas, porque foi domesticado para ser sempre submisso e entreguista.

Sair desta visão e desta postura submissa e entreguista é algo doloroso, mas é necessário. Exige luta, exige resistência e exige caráter. As pessoas podem achar que de uma hora para a outra seremos magicamente transportados de uma postura submissa e entreguista para uma postura altiva e soberana. As pessoas podem até acreditar que bastam 4 ou 8 anos de um poder reestruturador para que o país se transforme. Os recentes fatos ocorridos no Brasil a partir de 2012 demonstram que não é bem assim que as coisas ocorrem. Nenhuma nação, que eu saiba, sofreu alguma mudança interna positiva num estalar de dedos. Pode levar muitas décadas para que comecem a aparecer os primeiros bons frutos, porém, é preciso manter toda uma política de reforma mental, social, política e organizacional ao longo de todo um tempo, com muita persistência.

Esta eleição é importante para que possamos trazer ao país as condições necessárias para que saiamos desta visão entreguista e submissa. Eu não quero dizer que o Lula é perfeito, mas quero dizer que o Lula já mostrou por três vezes que isso é possível e que este caminho é o que nos aproxima mais de uma redenção e de uma soberania que precisamos aprender a valorizar e pela qual necessitamos aprender a lutar. Todavia, o Lula não é eterno! Ou a população aprende a entender que estamos diante da oportunidade de sair do jardim da infância, ou ela ficará brincando cada vez mais de ciranda. Só tem um detalhe: quem está querendo vir para o poder já se mostrou incapaz de cuidar da nação, mostrou-se covarde, demonstrou ter pouco ou nenhum apreço por seus eleitores e não esconde que entrega tudo para quem quiser comprar. E o que é pior: não escondem seus planos da opinião pública, escancaram sem qualquer vergonha nas diversas mídias. Não estou falando de teorias de conspiração, mas de fatos publicados, declarados, autorizados e disponíveis.

O Lula é só um cara querendo governar o país e fazendo o que se espera de um governante. Em pouco mais de três (3!) anos no poder o Lula (no atual mandato) não fez nada que fosse diferente do que se espera de um governante e ainda assim causou uma verdadeira mudança nas estruturas que estavam presentes, beneficiando a população (ainda assim, há quem não acredite nisso!). Não é perfeito, repito! Contudo, o povo precisa perceber o quanto isto é importante para que tenha mais consciência de seu próprio poder. Só assim o povo poderá abrir portas para que lideranças mais capazes e menos comprometidas (ou não comprometidas) com uma visão submissa comecem a governar as diversas instâncias do poder. Não é um caminho fácil, porque do outro lado há todo um poder externo que jogará pesado contra o povo e que não quer perder as riquezas que estão a poucos centímetros de suas mãos. Riquezas que pertencem ao nosso país e ao nosso povo.

Portanto, não se trata de Lula X Bolsonaro. Trata-se de uma eleição que representa a emancipação política, social e cultural do Brasil dentro do mundo. Se conseguirmos superar a enorme e desesperada pressão que os interesses externos (com apoio de pessoas e instituições internas que deveriam estar lutando pelo Brasil, apesar de se proclamarem patriotas) estarão fazendo para que vençam os que apoiam o entreguismo e a submissão, nós estaremos transmitindo uma mensagem muito importante para o restante do mundo: não precisam mais curvarem-se diante de países e instituições predadoras, devoradoras e imperialistas e que posam de poderosas! Esta mensagem será muito significativa e terá um peso gigantesco para que se instaure uma nova mentalidade mundial! Quem tem que transmitir esta mensagem não é o Lula, é o povo! Se o povo deseja mostrar que começou a amadurecer! Não é no Lula que devemos confiar, mas na nossa capacidade para dizermos “não” a todo um sistema que tem sobrevivido por mais de 500 anos neste país e que abusou da boa vontade de todos nós. Não é uma empreitada fácil!

Pode ser, meus caros viajantes das estrelas, que eu esteja errado! Eu sou apenas um carinha que ama ver o Brasil muito melhor e muito mais amadurecido! 

Inté!!!!

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