Sobre Marco Menezes

Trabalho, basicamente, com Tarot, Reiki, Numerologia e Astrologia. Sou formado em Farmácia pela UFRJ e lido com óleos essenciais, participei de workshops de florais com os principais co-criadores. Atualmente atendo somente online: via WhatsApp, Telegram ou Skype. Se deseja atendimento comigo entre em contato usando o e-mail: marcomenezesbrrj1@gmail.com .Este blog é apenas uma maneira de ver o mundo que nos cerca, com todas as nuances que for possível vê-lo. Sinta-se à vontade, mas respeite o espaço! ;)

27 agosto 2026

ECLIPSE LUNAR PARCIAL - 28 DE AGOSTO DE 2026

 

ECLIPSE PARCIAL DA LUA

28/08/2026

 

                                                                   (imagem de ©Vito Technology)

por Marco Antonio H. de Menezes

(marcomenezesbrrj1@gmail.com

“Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa”

 (trecho da música “Como Nossos Pais” de Belchior)

 

No dia 28 de agosto de 2026 (por volta da 1 hora da madrugada, horário de Brasília) ocorre o eclipse Lunar parcial, totalmente visível em toda a América Central e América do Sul e na parte dos EUA e do Canadá voltada para o leste. Portugal e parte da África voltada para o Oceano Atlântico poderão ver boa parte do evento. Os demais países da Europa, da África, Ásia e Oceania poderão ter pouca ou nenhuma visualização do eclipse, devido à posição da Lua no céu.

Este eclipse é chamado de Lua do Esturjão e um pouco mais de 96 por cento da Lua estará coberta pela sombra que a Terra projetará quando passar entre ela e o Sol.

Este eclipse pertence à série de Saros de eclipses lunares 138, que iniciou em 15 de outubro de 1521 e que terminará em 30 de março de 2982. Este, do dia 28 de agosto de 2026, será o último eclipse parcial antes de começar um ciclo de eclipses totais da Lua em 07 de setembro de 2044.

Deixarei alguns links mais abaixo, se quiserem saber mais.

Como todo eclipse lunar, ele ocorre durante a fase da Lua Cheia, ou seja, quando a Lua está fazendo oposição ao Sol.

Do ponto de vista astrológico ele ocorrerá com a Lua Cheia aos 4 graus e 54 minutos do signo de Peixes em oposição ao Sol aos 4 graus e 54 minutos do signo de Virgem.

O Sol estará em conjunção com o regente de Virgem, Mercúrio, e tanto a Lua quanto Sol e Mercúrio estarão em quadratura com Urano em Gêmeos (outro signo regido por Mercúrio).

Será um eclipse ativando energias mutáveis no céu astrológico. Peixes, Gêmeos e Virgem são signos mutáveis, ou seja, responsáveis por marcar o fim de uma estação, preparando o planeta para o início de uma nova estação. No caso, estamos terminando o inverno no hemisfério Sul para que comecemos a primavera, enquanto que no hemisfério Norte temos a fase final do verão para que seja iniciado o outono.

Peixes é o último signo do zodíaco ocidental, marcando o fim da mandala astrológica ocidental.

Temos um cenário astrológico que prenuncia mudanças, mas estas mudanças, por ser uma Lua Cheia, chegam ao seu auge. Toda oposição, toda Lua Cheia representa o auge de um ciclo, então toda uma fase de vida e de energia atinge seu ponto máximo, o seu pico. Dali para diante temos uma fase de decrescimento, de diminuição, de preparação para a entrada numa nova fase, tudo tende a perder a força, a atratividade e o esplendor que antes existia. Pensa que antes todos estavam se preparando para a festa e agora que a festa acontece já se preparam para o fim dela, a saideira, a despedida dos convidados, a limpeza do ambiente, o dia seguinte...

Mas agora é a festa e esta festa ocorre no signo de Peixes.

Por um “acaso”, o grau de Peixes em que ocorre o eclipse na sua fase mais marcante, é dito como o da quermesse de uma igreja, segundo Dane Rudhyar em seu livro Uma Mandala Astrológica (publicado no Brasil pela Ed. Pensamento). É um momento perfeito para fortalecer a interação entre as pessoas por meio de algo que possui um cunho espiritual. Nada melhor do que uma quermesse ou uma festa religiosa, certo?! Peixes é um signo mutável voltado para o nosso lado espiritual no seu nível máximo de entrega, de desapego, de dedicação a uma causa maior. Peixes é um signo do elemento água e a Lua é regente do signo de Câncer, outro signo do elemento água e que iniciou o solstício de inverno no hemisfério Sul e o solstício de verão no hemisfério Norte.

Então nós temos a Lua anunciando num eclipse lunar que atingimos o auge de uma energia que foi gerada dentro de um solstício do elemento Água. E anuncia que algo vai começar a perder o valor que estávamos concedendo até aqui. Peixes é um signo que valoriza menos o material e muito mais o que é imaterial, espiritual, psicológico, menos palpável. Peixes valoriza o que se passa em nosso interior, em nossa psique, em nosso mundo interno, em nossa vida espiritual. É dito que Peixes se doa para o mundo, que abre sua energia para o mundo. Mas Peixes pode simplesmente não se abrir, não se doar, mas apenas valorizar muito mais o seu mundo interior, a sua própria visão da vida, desprezando e/ou afastando-se do mundano. Pode ser difícil adaptar o mundo interior ao mundo exterior e vice-versa. Portanto a quermesse pode ser o evento perfeito ara que os mundos se conheçam, se locupletem, se conversem, se interajam, se complementem, porque talvez seja necessário, no cenário atual, a interação, a comunicação entre o mundo objetivo e o mundo subjetivo.

No entanto, com a Lua em um signo de água e na sua fase Cheia, tudo assume enormes proporções, tudo fica sob uma lente de aumento, tudo fica pleno demais, significativo demais, intenso demais, exageradamente emocional. Com o eclipse lunar, esta energia intensa é voltada para o interior de cada um de nós. Algo dentro de nós será evidenciado, mas como estamos em Peixes, poderá ser desprezado, descartado, simplesmente deixado de lado, porque agora não sentimos que aquilo dali ainda possa ser útil para a nossa caminhada. Entretanto, diferente do eclipse solar, onde houve também uma energia de descarte, aqui as coisas ocorrem dentro de cada um de nós. Não é algo que fazemos para o público ver, mas é algo que sentimos dentro de nós., algo que esmorece dentro de nós. Repentinamente uma luz se apaga, um brilho que antes nos encantava já não tem mais valor, uma atitude que nos encantava já não chama mais a nossa atenção, um prazer que nos deliciava já não conforta nossos sentidos. Algo morre, algo chega ao fim e, talvez, sem estardalhaço, porém, ainda que não haja estardalhaço, podemos sentir que o fim de algo abre o espaço, abre o buraco, abre oportunidades, abre um novo túnel. Ao mesmo tempo que estamos vendo algo apagar, começamos a ficar doidos por abraçar algo sem nem mesmo entendermos se é bom ou ruim e se estamos prontos ou não para cairmos de boca na nova fase.

É aí que entra o Sol e Mercúrio em Virgem. Esta conjunção durante o eclipse lunar pode ser perfeita para que tenhamos a mente pronta para analisarmos antes de pisarmos na jaca pisciana do “ao infinito e além”. Por um lado, nós percebemos que algo realmente chegou ao seu máximo e já está maduro o suficiente para pegarmos e até percebemos que aquilo precisa ser feito agora, antes que apodreça, antes que caia no chão e seja entregue às intempéries a que se sujeitam os frutos que chegam à sua maturidade e não são consumidos de imediato. O auge é a árvore cheia de frutos, sendo que parte destes frutos podem ser aproveitados para se tornarem alimentos ou algo útil para todos e outra parte não consegue passar pelo nosso padrão de qualidade ou talvez seja devorado pelos animais ou atacados por alguma praga ou talvez caiam e ficam muito tempo no chão para que possamos aproveitá-los. Precisamos analisar, questionar, averiguar, justificar o uso que daremos ao que está começando a nos atrair, ao mesmo tempo que precisamos perceber o que faremos daqui por diante com a ausência daquilo que foi desprezado, que foi descartado. Virgem é um signo mutável do elemento terra, então é preciso que olhemos tudo de um ponto de vista prático, racional e objetivo para que possamos cultivar, semear, cuidar e colher o que é necessário e sem perdas, sem negligência, sem perder o contato com a realidade. Virgem está sempre pronto para ajudar, para oferecer o seu conhecimento, para questionar a maneira como devemos direcionar a nossa energia.

As imagens dos graus do Sol e de Mercúrio em Virgem sinalizam que este é o momento da abertura para novos níveis de consciência e de uso objetivo/prático destes novos níveis de consciência. Se viajarmos demais no desapego oferecido pela Lua Cheia eclipsada em Peixes, perdemos o contato com a realidade, afundamos numa depressão, numa fuga, num carrossel que só acelera e que nos coloca em rota de colisão ou de projeção para fora do mundo real. Voltamos para a quermesse: vamos comer tudo o que tem na quermesse, vamos adquirir tudo o que é vendido na quermesse, vamos nos divertir em todos os brinquedos que estejam presentes na quermesse? Ou vamos abdicar de nos envolvermos com qualquer coisa que exista na quermesse para nos fazermos de superiores, de iluminados, de exemplos? O meio-termo se faz necessário. As emoções podem ficar desenfreadas e levarem cada um de nós a uma condição espiritual de abertura a qualquer tipo de influência, de manipulação e/ou de falta de percepção da realidade. Podemos deixar que o fundamentalismo interno venha à tona, que o apego a uma religiosidade ou espiritualidade nos impeça de abraçar e entender o mundo como ele é, que a falta de discernimento nos faça mergulhar em visões cada vez mais distorcidas e mais distantes da realidade só para que possamos ficar mais confortáveis. Isto pode ser daninho ao ponto de nos tornarmos messiânicos, abusivos, loucos, manipuladores, egocêntricos, medrosos, inconstantes e vazios, por exemplo. O Sol e Mercúrio conjuntos em Virgem chama cada um de nós para a análise, para o corpo, para a realidade, para o pé no chão, para a percepção do que está acontecendo ao nosso redor, para o pensamento antes da ação, para a ponderação.

Eu sei que as palavras são bonitas e a realidade é mais gritante, porém é preciso que as pessoas entendam que estamos numa fase de mudanças fortes e impactantes que ocorrem tanto fora quanto dentro de cada um de nós.  O eclipse lunar só está mostrando que agora entraremos num circuito de desligamento involuntário de certas situações para que possamos dar a devida atenção para outras situações ou para que comecemos a trazer à tona algo mais prático para o momento que vivemos. Pode ser que tudo isso se passe de uma maneira dolorosa para aqueles que se apegam demais ao que já perdeu força, ao que já não consegue sustentar a vida, ao que não consegue organizar-se de maneira saudável.

Este eclipse é marcado pela quadratura de Urano tanto à Lua em Peixes quanto ao Sol e a Mercúrio em Virgem. Esta posição de Urano em Gêmeos segundo a interpretação do grau fala de uma exploração ávida de novos recursos. A nossa ambição é o desafio. Para onde nos leva a nossa ambição: para um mundo sensato ou para um mundo que não considera racionalmente a realidade que nos cerca? Se algo está morrendo, vamos perder tempo sendo reacionários ou vamos aprender a assumir que o tempo pede para que ajudemos na emergência de uma revolução que varrerá para longe os nossos medos e os nossos preconceitos? Não é uma fase de promessas de um mundo perfeito, mas de possibilidade de começarmos a reorganizar o mundo. Podemos abraçar tudo sem considerarmos os prós e os contras ou podemos analisar até que ponto o que parece interessante é apenas uma miragem que se aproveita de nossas ambições mais desmedidas.

Se o eclipse solar de 12 de agosto chamou a atenção para que repensemos a forma como nos submetemos ao nosso ego e à nossa sede por poder, agora precisamos entender o que de útil estamos fazendo por aqui e o que precisamos fazer de prático para construir algo sustentável não apenas para nós, mas para o nosso futuro.

Esta posição do Sol e de Mercúrio em Virgem e da Lua em Peixes ainda sofrerá um forte impacto quando Marte começar a passar por esta posição, porque Marte ficará retrógrado em Virgem e estenderá a energia deste eclipse por todo o primeiro semestre de 2027.

Na verdade, tudo o que estaremos fazendo agora será submetido a um bloco de dificuldades e de testes muito sérios até terminar o primeiro semestre de 2027. Nada ficará assegurado até que o primeiro semestre de 2027 tenha acabado. Parecerá que tudo e todos farão o que for necessário para contestar, para atrapalhar, para atrasar e para impedir as direções antes atingidas ou consideradas. As correntes de pensamento entrarão em choque violento umas contra as outras. Tentem manter o equilíbrio, pois este não é um momento fofo. Este é o momento que vai nos convidar a todo momento para o despertar para a realidade. A ilusão vai ser apresentada, muitos vão abraçá-la e defendê-la com unhas e dentes para logo em seguida se sentirem sem graça com o desnudar da mesma. O problema é que mal as pessoas abraçam a ilusão, ela se revela como tal: aí ou as pessoas acatam a realidade e se redimem ou ficam passando pano ou, o pior, sustentam a ilusão e fogem totalmente da realidade.

A morte não passa pano, a morte desperta os nossos sentidos. A morte não olha religiosidade, ela nos faz ver o que de fato é o espírito. A morte não tem partido, ela parte o que está vivo. A morte não manda recado, ela é o recado. Aceitem o fim das ilusões ou se afoguem nelas! Sinto muito, se estou parecendo fatalista! Mas é apenas como eu estou vendo a realidade!

Eu vejo uma realidade maravilhosa emergindo, mas vejo também, as pessoas se apegando a ilusões que já não têm nem mesmo o pudor de se mostrarem mais disfarçadas. É triste e doloroso! Por outro lado, é alegre e satisfatório ver pessoas abrindo portas, plantando novos caminhos, assumindo corajosamente novas e construtivas formas de enxergar a realidade. É caótico ver o mundo assim, e preciso alertar que o caos e a cacofonia tendem a aumentar ate que tudo se torne novamente construtivo de fato.

Não gostou? Achou exagerado? Então parem de defender pautas que estão matando, que estão secando, que estão murchando, que estão inutilizando o prazer de viver. Nós somos melhores do que isso!

Mas esta é a uma visão particular e pode ser que eu esteja errado.

Todavia, tenho mais uma coisa a trazer: o Dedo de Deus!

Acontece que Netuno em Áries e Plutão em Aquário, ambos retrógrados, performarão uma angulação no céu que apontará para a conjunção entre Sol e Mercúrio no momento do eclipse e a esta angulação chamamos de Dedo de Deus ou Yod. Eu vou resumir da seguinte maneira: a natureza será capaz de mostrar ao homem (de forma mais enfática do que o normal) que está na hora de respeitá-la e de que está na hora de ele aprender ser respeitado porque age como um ser maduro perante ela. Tudo tem limites, mas todos os limites permitem inovações criativas e saídas que vão além do ego polarizado e cheio de rancores e cheio de ambições. Se queremos ser uma coletividade saudável precisamos aprender a perceber o quanto é importante cada pessoa ser estimulada a trazer à tona o seu melhor, em lugar de sermos pessoas críticas, questionadoras e preconceituosas. A natureza não distingue nada, ela apenas abraça a diversidade como algo necessário para o equilíbrio. O homem (leia-se humanidade) precisa sair do papel de dominador do mundo para ser parceiro do mundo em que vive. A natureza pode não distinguir nada, mas ela não poupa esforços para encontrar seu equilíbrio.

É isso, meu caro viajante das estrelas!

Inté!!!

LINKS:

https://starwalk.space/pt/news/partial-lunar-eclipse-august-28-2026

https://app.astroway.info/pt/eclipses/lunar/2026-08-28

https://en.wikipedia.org/wiki/Lunar_Saros_138 

https://theskylive.com/lunar-eclipses/2026-08-28

 

02 agosto 2026

Brasil! Mostra tua cara

 BRASIL!

Mostra

tua

 cara

 por Marco Antonio H. de Menezes
 

"E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor"

(trecho de Canto Das Três Raças, música composta por Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte)

Ok!!!

Eu sei que muita gente boa talvez prefira não votar ou até prefira votar em branco nesta eleição.

Mas, se eu fosse esta gente boa, buscaria saber mais sobre o que está em jogo neste momento.

Há uma visão que é muito reducionista e eu considero até manipuladora: "esta é uma eleição Lula X Bolsonaro".

Nada mais longínquo do que está em jogo.

Desde que a partir de meados da década de 80 o Brasil começou a deixar para trás os tempos do golpe militar de 1964, uma lenta, mas contínua fervura teve início.

Ela ficou mais evidente quando o Lula chegou ao poder, porque ele abriu uma porta que até ali ninguém tinha ousado abrir (ou talvez tenham tentado abrir de maneira extremamente tímida): preocupação com a construção de estruturas que permitiriam ao Brasil assumir uma posição de destaque no cenário internacional, não mais como mero fornecedor de mão-de-obra ou de matéria-prima.

Dali por diante, nós vimos o país deslanchar, a economia adquirir uma pujança inacreditável, a população começou a ser parte importante para a construção da estrutura e não apenas uma mera coadjuvante.

O que chocou a todos é que quem fez aquilo tudo em apenas 8 anos foi um carinha que mal sabia falar o português, mas que sabia olhar para o país e sabia estimular o país a ser mais do que até ali acreditaram ao longo de 500 anos.

O que ninguém fez em 500 anos, ele fez em 8 anos de governo. Ele desagradou setores muito bem estabelecidos da elite local e que sempre tiveram proeminência política, cultural e social sobre o povo. Porém, ele desagradou muito mais: aqueles que de fato detêm o poder mundial. Aqueles que manipulam a ordem mundial, aqueles que detêm nas mãos as regras de quem pode, ou não, destacar-se no cenário internacional.

E a coisa ficou ainda mais estranha quando, no governo da Dilma ficou claro que o país conseguia explorar uma quantidade muito maior de petróleo e de boa qualidade: o pré-sal. Seria algo muito positivo para o país reorganizar, e bem, a própria economia e a forma como olharia para os demais países.

Não foi o pré-sal que causou o abalo que veríamos a partir do governo da Dilma, mas foi a gota d’água (ou seria de óleo?) para desencadear uma série de ações muito mais violentas contra o país. Elas já haviam começado no governo do Lula, mas ficaram mais ferozes a partir do primeiro governo da Dilma.

Alguém não quer pensar em ver o Brasil independente, soberano e capaz de gerar uma influência política de peso não apenas no cone Sul, mas no mundo.

A Dilma não conseguiu barrar a onda de ataques e insanidades que tomou conta do país. Foi muito triste ver as estruturas que o Lula e a própria Dilma começaram a erguer serem desmontadas de maneira tão virulenta, mesquinha e covarde. Tudo para trazer novamente ao poder um bando de caciques que viram a (frágil, porém camuflada) credibilidade construída ao longo de centenas de anos ser jogada na lama por um operário.

Mas o que veio à tona foi algo pior! Foi um bando de pessoas que não só se aproveitou da política de difamação contra os governos de Lula e de Dilma, mas que também atacou os antigos oligarcas da política local. Um bando que não mais ligava para regras, não se preocupava em disfarçar a mesquinharia e a total insanidade que guiava suas mentes(?).

Eram pessoas que se preocupavam apenas consigo mesmas, com encher os bolsos, que apenas usavam as preocupações e os questionamentos do povo para se elegerem e não para ajudarem. Pessoas que não querem ou não sabem dialogar, apenas discutem, brigam intimidam, ameaçam e provocam. Uma vez no poder, desmontaram toda e qualquer estrutura que poderia trazer problemas para aquilo que elas desejavam: o poder!

No entanto, fizeram pior: aliaram-se com todas as instituições internacionais que apoiavam a continuação de um Brasil dependente, acéfalo, sem consciência de cidadania e que usaria seu poder de influência não para incentivar os demais países a serem autônomos, mas a serem submissos.

Antes de continuar: o que está sendo descrito aqui é uma visão pessoal, se não concorda, eu entendo! No entanto, não entendo qualquer tipo de atitude agressiva contra a minha pessoa!

Em cerca de 6 anos o Brasil regrediu de forma inimaginável, sob o comando de um grupo de pessoas que nada mais era do que um bando de aproveitadores e submissos (fico com estas palavras para não dizer outras piores).

A impressão que tive é que toda aquela má educação dada ao povo ao longo de 500 anos foi facilmente reavivada, afinal como 12 anos de possibilidade de enxergar o mundo com outros olhos podem apagar 500 anos de cegueira e submissão? Como podemos abrir mão de olhar para o mundo externo sem acharmos que somos menores, sem menosprezarmos quem somos? Não é fácil!

Uma boa parcela da população pode não gostar do que vive, mas quando ela não possui uma forte consciência de cidadania e do poder que reside em suas mãos, ela fica à mercê. É uma população que é bombardeada pela mídia aberta, pela internet, por um grupo de pessoas que vive bajulando e dependendo da bajulação. Até a religião e a espiritualidade são usadas para gerarem a inação, a dependência, a atitude refratária ao pensamento questionador e a ausência de percepção da manipulação da realidade.

O fato é que aquelas pessoas que subiram ao poder, após a deposição do governo da Dilma, descaradamente, aliaram-se a e se venderam para governos e instituições que nunca se interessaram por algo além de tudo o que possam saquear e extrair do país sem maiores esforços. São pessoas que acreditam que sairão ganhando por serem entreguistas, por serem interesseiras, por serem capazes de sacrificar a vida daqueles que votaram neles. 

A volta do Lula ao poder representou um entrave a tudo aquilo que estava sendo planejado e montado neste país, seja pela elite local, seja por aqueles que detêm o monopólio mundial.

Retirar o Lula do poder neste momento não é ser contra ele, mas contra tudo o que poderá fazer com que o país dê um salto de independência do qual não poderá mais recuar.

O que acontece agora é algo que venho falando desde 2012/2013, que este é o momento de amadurecimento do país. Ou o país para de ser uma criança insossa, insípida e inodora e que tem complexo de Peter Pan, ou vamos viver, para sempre, na Terra do Nunca. É um momento perfeito para sairmos de uma visão irresponsável. Tudo o que temos visto ocorrer na política, seja no âmbito dos parlamentares federais, estaduais e/ou municipais são apenas atitudes infantis, inconsequentes e frutos de um país que não quer crescer, que não quer assumir responsabilidade, que não deseja assumir sua missão de ser uma nação consciente de seu poder e de sua influência, que não quer abrir mão do poder de forças externas, porque foi domesticado para ser sempre submisso e entreguista.

Sair desta visão e desta postura submissa e entreguista é algo doloroso, mas é necessário. Exige luta, exige resistência e exige caráter. As pessoas podem achar que de uma hora para a outra seremos magicamente transportados de uma postura submissa e entreguista para uma postura altiva e soberana. As pessoas podem até acreditar que bastam 4 ou 8 anos de um poder reestruturador para que o país se transforme. Os recentes fatos ocorridos no Brasil a partir de 2012 demonstram que não é bem assim que as coisas ocorrem. Nenhuma nação, que eu saiba, sofreu alguma mudança interna positiva num estalar de dedos. Pode levar muitas décadas para que comecem a aparecer os primeiros bons frutos, porém, é preciso manter toda uma política de reforma mental, social, política e organizacional ao longo de todo um tempo, com muita persistência.

Esta eleição é importante para que possamos trazer ao país as condições necessárias para que saiamos desta visão entreguista e submissa. Eu não quero dizer que o Lula é perfeito, mas quero dizer que o Lula já mostrou por três vezes que isso é possível e que este caminho é o que nos aproxima mais de uma redenção e de uma soberania que precisamos aprender a valorizar e pela qual necessitamos aprender a lutar. Todavia, o Lula não é eterno! Ou a população aprende a entender que estamos diante da oportunidade de sair do jardim da infância, ou ela ficará brincando cada vez mais de ciranda. Só tem um detalhe: quem está querendo vir para o poder já se mostrou incapaz de cuidar da nação, mostrou-se covarde, demonstrou ter pouco ou nenhum apreço por seus eleitores e não esconde que entrega tudo para quem quiser comprar. E o que é pior: não escondem seus planos da opinião pública, escancaram sem qualquer vergonha nas diversas mídias. Não estou falando de teorias de conspiração, mas de fatos publicados, declarados, autorizados e disponíveis.

O Lula é só um cara querendo governar o país e fazendo o que se espera de um governante. Em pouco mais de três (3!) anos no poder o Lula (no atual mandato) não fez nada que fosse diferente do que se espera de um governante e ainda assim causou uma verdadeira mudança nas estruturas que estavam presentes, beneficiando a população (ainda assim, há quem não acredite nisso!). Não é perfeito, repito! Contudo, o povo precisa perceber o quanto isto é importante para que tenha mais consciência de seu próprio poder. Só assim o povo poderá abrir portas para que lideranças mais capazes e menos comprometidas (ou não comprometidas) com uma visão submissa comecem a governar as diversas instâncias do poder. Não é um caminho fácil, porque do outro lado há todo um poder externo que jogará pesado contra o povo e que não quer perder as riquezas que estão a poucos centímetros de suas mãos. Riquezas que pertencem ao nosso país e ao nosso povo.

Portanto, não se trata de Lula X Bolsonaro. Trata-se de uma eleição que representa a emancipação política, social e cultural do Brasil dentro do mundo. Se conseguirmos superar a enorme e desesperada pressão que os interesses externos (com apoio de pessoas e instituições internas que deveriam estar lutando pelo Brasil, apesar de se proclamarem patriotas) estarão fazendo para que vençam os que apoiam o entreguismo e a submissão, nós estaremos transmitindo uma mensagem muito importante para o restante do mundo: não precisam mais curvarem-se diante de países e instituições predadoras, devoradoras e imperialistas e que posam de poderosas! Esta mensagem será muito significativa e terá um peso gigantesco para que se instaure uma nova mentalidade mundial! Quem tem que transmitir esta mensagem não é o Lula, é o povo! Se o povo deseja mostrar que começou a amadurecer! Não é no Lula que devemos confiar, mas na nossa capacidade para dizermos “não” a todo um sistema que tem sobrevivido por mais de 500 anos neste país e que abusou da boa vontade de todos nós. Não é uma empreitada fácil!

Pode ser, meus caros viajantes das estrelas, que eu esteja errado! Eu sou apenas um carinha que ama ver o Brasil muito melhor e muito mais amadurecido! 

Inté!!!!