por Marco Antonio H. de Menezes
(marcomenezesbrrj1@gmail.com)
"Nesse corredor
Portas ao redor
Querem escolher
Olha só, uma porta só
Uma porta certa
Uma porta só
Tentam decidir
A melhor
Qual é a melhor?
Não importa qual
Não é tudo igual
Mas todas dão em algum lugar"
(trecho da música Portas de Arnaldo Antunes, Dadi e Marisa Monte)
Demorei
para entender como começaria este artigo, mas aí eu me lembrei de um outro que
escrevi em 2019 e uma coisa puxou a outra.
Na
verdade, eu escrevi três artigos em 2019 que possuem muita importância para os
dias de hoje. Ali eu descrevia um pouco sobre o que estava para acontecer em
2020 e o quanto tais acontecimentos repercutiriam ao longo dos anos vindouros.
Vale
a olhada!! Deixarei os links para eles no final deste artigo.
Se
você, meu caro viajante das estrelas, já leu aqueles artigos, talvez fique mais
fácil entender o que descreverei daqui para frente.
Então
vamos ao que interessa!!
Advirto
que o linguajar poderá agredir os olhos dos que esperam afagos oculares.
A
porrada vai ser grande, meu povo!!!
Em
primeiro lugar, estamos terminando a temporada iniciada em 2025, quando teve
início a mudança de planetas lentos para novos signos. Esta fase já está
concluída!
A
porrada será grande e será merecida!
Não
afagarei egos que só pensaram em seus umbigos e agora pagarão por suas
cegueiras.
Vou
ser bem exagerado: a morte, a destruição, a tristeza, a lambança, o desespero,
a ruína e a insensatez serão tão intensas que não dará tempo para as pessoas chorarem
pelas perdas. Bem feito! Não foi por falta de advertência!
Pensaram
que dar carteirada uma atrás da outra os isentaria de futuros confrontos com a
realidade? Ledo engano! A cobrança chega sem perdão!
Eu
não estou falando de um deus onipotente castigando com cenas cinematográficas,
estou falando de negligência, de estupidez, de burrice, de egoísmo, de
ganância, de prepotência, de egolatria, de imbecilidade, de sordidez e de falta
de empatia, só para ficar no raso.
Este
discurso de que algum deus está castigando alguém é balela para justificar mais
atos insanos por parte das pessoas. Que sejamos capazes de assumirmos a nossa
culpa! O que nós estamos vendo de ruim nos dias de hoje é fruto exclusivo de
erros nossos e está na hora de pararmos de terceirizar a culpa pelos erros!
Fomos
e somos nós que apostamos em pessoas e atitudes estúpidas e insanas. Fomos e
somos nós que aceitamos conduzir a vida como se nossos atos não gerassem
consequências. Fomos e somos nós que acreditamos que o amanhã não virá ou só
virá num futuro muito distante.
Uma
parte considerável da humanidade perdeu o contato com a realidade, apegada que
ficou a padrões que foram construídos sobre plataformas de abuso e exploração
da boa vontade, de enriquecimento desmedido e de concentração de poder e de
riqueza nas mãos de poucos.
O
planeta sobre o qual vivemos é um bloco arredondado que possui limites bem
claros. E é um ser vivo e é um ser que navega pelo espaço em altíssima
velocidade ao sabor das variações e dos percalços que são inerentes a uma
viagem espacial. Vivemos dentro de uma nave espacial, caso alguém ainda não
tenha notado. Fora do planeta não há condições que sustentem a vida como a
conhecemos aqui. Qualquer relato, qualquer notícia, qualquer descoberta que
façam de planetas que possam abrigar a vida como nós a conhecemos aqui, esbarra
na distância, no custo econômico e na incerteza absoluta do que se passa
realmente naquele mundo aparentemente parecido com o nosso. Isso sem falar que
se desejamos habitar algum outro lugar do Universo, precisamos estar mais
conscientes do quanto somos poluidores. A quantidade de lixo orbitando a Terra
é revoltante e perigosa (pois pode cair sobre a nossa cabeça a qualquer
momento!), fora o que jogamos sobre a superfície do planeta. O nosso
comportamento como seres humanos é hostil, ou seja, atacamos a nós mesmos,
destruímos a nossa nave espacial e, ainda, destruímos a nossa flora e a nossa
fauna. Somos seres brutos, preconceituosos que arrotam civilidade matando quem
é diferente ou que não se submete/enquadra ao nosso conceito de bem-estar.
Pois
é, chegamos ao limite e chegamos a um limite muito perigoso, porque, de um
lado, há quem deseja continuar a viver como se nada estivesse acontecendo e, do
outro, nós temos quem pode ajudar a melhorar as perspectivas. Não é o fim
propriamente dito, mas o fim de uma fase, que pode ser, aí sim, o fim de tudo,
se não conseguirmos fazer uso da sensatez.
Todo
este preâmbulo é para que possamos observar que agora é hora de sermos muito
cirúrgicos na forma como vamos lidar com o mundo daqui para frente. Não culpemos
a natureza, não culpemos entidades espirituais, não nos joguemos uns contra os
outros, apenas sejamos capazes de assumir que todos nós erramos na forma como
conduzimos a vida até aqui. Já é um bom começo!
Num
planeta onde a humanidade não se sente mal diante dos diversos genocídios, diante
das diversas guerras, diante das diversas afrontas ao respeito pela dignidade
humana e nem diante da fome não há espaço para reflexão, para a ponderação,
para o questionamento, para a percepção do quanto nossas atitudes e nossa
inércia estão facilitando a destruição de tudo ao nosso redor.
A
ética e a moral têm sido deixadas de lado para permitir que cada um de nós
possamos aplicar nossa maneira inconsequente de viver. Como não há barreiras,
não há pudor, não há sabedoria e não há espaço para uma visão humanitária.
Esbravejamos, matamos, extinguimos, ferimos, estupramos, destruímos,
exploramos, dilaceramos, espancamos, roubamos, escondemos, enraivecemos,
odiamos, prejudicamos, enganamos, iludimos, gritamos e fazemos outras tantas
coisas equivalentes como se fosse o certo a fazer, apesar de todo avanço
tecnológico, cultural e social que tentamos gerar ao longo de séculos. No
final, viramos um bando de homens da caverna modernizados. Nós nos tornamos
irracionais apesar de pensarmos. Nós chegamos a uma decadência moral e ética
apesar de praticarmos diversas modalidades de espiritualidade e de filosofia.
Nós perdemos a conexão com aquilo que somos: humanidade.
O
problema é que junto com a nossa decadência ocorre uma fase convulsiva dentro
do planeta e não estamos preparados para lidar com isto. Discutimos muito, mas
fizemos muito pouco para nos conscientizarmos de que a falta de apreço pelo
bem-estar de todos gera dispersão, incompreensão, desinformação e destruição.
Preferirei não pensar que tal descompasso foi friamente calculado, pois seria
muito pérfido e leviano de minha parte pensar que algum ser humano seria capaz
de acreditar que detém tanto poder que pode decidir quem sobrevive e quem
morre...
Astrologicamente
chegamos a um impasse, porque estamos abrindo as portas para um período muito
criativo e muito positivo para darmos passos largos na direção de um mundo mais
sustentável, porém também estamos tendo um embate entre, digamos, dois mundos
bem opostos: o da exploração desenfreada dos recursos e das pessoas e o do
desenvolvimento de uma postura mais ética na hora de lidarmos com nossos
recursos e com as pessoas.
O
posicionamento momentâneo dos planetas lentos em signos dos elementos Ar e
Fogo, abre portas maravilhosas, mas a ausência de posicionamentos em signos
dos elementos Terra e Água torna difícil a concretização prática das ideias e a
percepção emocional dos limites. Ficamos na dependência dos posicionamentos do
Sol, da Lua e dos planetas mais rápido, dentre outros eventos astrológicos,
para que encontremos o devido equilíbrio.
Como
o mapa astrológico é algo dinâmico, que a todo momento se modifica ao sabor dos
movimentos e dos ângulos que estes movimentos constroem, nós precisamos, volto
a escrever, ser muito cirúrgicos na forma como teremos que levar a vida daqui
para frente.
Neste
momento, temos muitos conflitos acontecendo ao redor do planeta, num número que
é considerado igual ou superior ao do período da segunda guerra mundial. Neste
momento, temos um conflito ocorrendo no Oriente Médio que coloca em risco o
fornecimento de petróleo para o mundo inteiro. Neste momento, temos um demente
abrigado na Casa Branca que só pensa em enriquecimento pessoal e que governa o
país como um ditador impondo o medo, a insegurança e a falta de respeito pela
soberania dos países, principalmente dentro das Américas. Neste momento, temos
uma Europa desesperada porque não tem lastro financeiro, não tem petróleo e que
já não detém mais o poder sobre as colônias africanas que garantiam a riqueza,
a beleza, o bem-estar, o poderio e os direitos civis e sociais que tentou
sustentar para aplacar os ânimos da população que vive sob sua tutela. Neste
momento, temos uma guerra insana entre Ucrânia e Rússia que só se concretizou
por conta da ganância de poder e da vaidade do líder ucraniano seduzido por
propostas tentadoras de certos setores da Europa e dos EUA, o que resulta numa
conta que está saindo cada vez mais cara para os países da Europa, que está
gerando cada vez mais mortes e que está gerando lucros absurdos para as
indústrias bélicas e para os mercados negros de armas. Neste momento, a
tentativa de ativar a nova rota da seda parece apenas um sonho de uma noite de
verão. O que poderia trazer abundância tanto para a Europa quanto para a Ásia e
parte do Oriente Médio está inviabilizado pelas guerras entre Ucrânia e Rússia
e entre Israel e boa parte do Oriente Médio. Neste momento, a China está dando
um banho em termos de avanço tecnológico e de desenvolvimento econômico em boa
parte do Ocidente, apesar de também sofrer por conta dos vários conflitos
existentes no mundo. Neste momento, a extrema-direita ocidental cresce na
preferência popular e ocupa cada vez mais espaço dentro do cenário político,
aproveitando-se da insatisfação da população com as diversas medidas que têm
sido adotadas por muitos países, que retraíram ou cortaram direitos e condições
de vida que antes eram garantidos. Neste momento, a população mundial percebe
que seu poder aquisitivo está bem abaixo de anos anteriores. Neste momento,
temos grandes fortunas cada vez mais concentradas nas mãos de pessoas que
ocupam lugar de destaque na pesquisa tecnológica, porém este poder econômico
também está gerando um poder político paralelo que é capaz de conduzir a visão mental,
emocional, política, social, cultural e educacional de certos países em prol da
abusiva exploração estratégica das matérias-primas presentes neles.
Como
vimos no parágrafo acima, estamos num momento muito complicado porque a ruína
bateu na porta de muitos, principalmente daqueles que até algum tempo atrás
esbanjavam poder, dinheiro e influência sobre o mundo. Não é escassez de
dinheiro, mas escassez de condições para que os países do dito primeiro mundo
voltem a explorar os demais países como antes faziam. Hoje em dia há maior
consciência, por parte das antigas colônias, de que a visão imperialista não
resultou em algo bom para elas. Uma nova ordem mundial está emergindo e ela
está vindo principalmente de países como o Brasil e de países da Ásia.
E
ao mesmo tempo temos um caos climático, um caos geológico e um caos
astronômico. Temos a possibilidade da atual temporada do El Niño ser uma das
mais devastadoras para a economia mundial (por conta de safras agrícolas sendo
destruídas, desabamentos, secas, inundações e eventos meteorológicos de grandes
proporções) pelos próximos dois a três anos. Situações envolvendo vulcanismos e
terremotos que atingem várias áreas do mundo e problemas relacionados com as
explosões solares que podem atingir em cheio o planeta e causar uma pane séria
no sistema de comunicações, além de ainda sermos alvo de uma área repleta de
meteoritos que podem atingir o planeta e trazer problemas sérios dependendo do
tamanho deles.
Então,
como foi descrito mais acima, temos a combinação das ações humanas e dos
processos naturais acontecendo ao mesmo tempo e trazendo para a humanidade um
período realmente caótico. Nós não fomos preparados para o que está acontecendo
e ainda está por vir. Gastamos tempo e dinheiro com futilidades. Nós agimos
como crianças deslumbradas diante de uma fábrica de brinquedos e não nos
perguntamos sobre o preço que estávamos prestes a pagar por tudo aquilo que
estavam disponibilizando generosamente para cada um de nós.
A
conta chegou! E não temos outra coisa a fazer a não ser ficarmos que nem
baratas tontas correndo de um lado para o outro, acreditando em salvamentos
bíblicos e em entidades espaciais benévolas. Assumir responsabilidade que é
bom, nem fodendo, né caras pálidas?!
As
coisas ficarão quentes a partir deste mês de outubro com Vênus ficando
retrógrado em Escorpião. Na verdade, nós tivemos os avisos durante os eclipses
de agosto de 2026. Ali já estávamos sendo advertidos sobre como o poder estava
sendo conduzido neste mundo e sobre o poder da manipulação psicológica e
emocional. As posições destes eclipses continuarão reverberando ao longo do
primeiro semestre de 2027, graças às retrogradações de Marte em Virgem e de Júpiter
em Leão. Até terminar o primeiro semestre de 2027 teremos um período de
murrinha, de obstáculos, de atritos, de descontrole, de desmotivação e de
imobilização, como se nada conseguisse andar como o desejado, como se
avançássemos dois passos e retrocedêssemos quatro, o que pode gerar
descontentamento, raiva, violência e desânimo, em qualquer que seja a
instância. Recomendo cabeça fria e muita atenção aos detalhes e, se possível
for, o afastamento momentâneo de tudo o que começar a gerar uma energia
estressante.
No
dia 02 de outubro de 2026, por volta das 04 horas e 15 minutos (horário de
Brasília), Vênus começará a ficar estacionário a 08 graus e 28 minutos de
Escorpião. Dois dias depois, dia 04 de outubro de 2026, na mesma hora e nos
mesmos minutos, no mesmo grau e minuto, ele inicia sua fase retrógrada em
Escorpião.
Pelo
significado do grau (baseado no livro de Dane Rudhyar – Uma Mandala
Astrológica), temos um momento em que aprendemos que tudo o que a sociedade
oferece pode se perverter ou apresentar/trazer danos e se faz necessária a
reparação. A palavra-chave é a Inventividade. Para todo dano, para toda
situação que traz algo que se desgasta e que perde seu apelo nós nos vemos
obrigados a gerar algo que repare, que substitua, que atraia a nossa atenção.
Dentro do contexto que eu descrevi nos parágrafos anteriores, este pode ser um
momento que nos obriga a iniciar o reparo de tudo o que estava começando a
apresentar problemas, seja porque os problemas já se evidenciaram, seja porque
eles começarão a aparecer a partir de agora. Podemos agir tanto no momento em
que as coisas ocorrem quanto podemos agir preventivamente.
No
momento em que Vênus estiver retrogradando, só Mercúrio, Marte e Júpiter ainda
estarão em movimento direto, ou seja, estaremos num momento de repuxo total da
energia. Parecerá que nada se moverá ou que os movimentos estarão muito lentos,
como se estivéssemos debaixo d’água. Será necessária muita paciência.
Vênus
ficará retrógrado até as 21 horas e 45 minutos (horário de Brasília) do dia 12
de novembro de 2026 aos 22 graus e 52 minutos de Libra, quando então começará a
ficar estacionário novamente. Pelo significado do grau, temos um momento de
renovações, de encontrar respostas criativas para as situações que estejam
ocorrendo. Não se trata apenas de um reparo, mas de uma solução, de uma
resposta que pode fazer com que saiamos de um ciclo de
perdas/danos-reparos/conserto-perdas/danos.
Mas
outubro oferece outra retrogradação, desta vez é de Mercúrio. Por volta das 04
horas e 12 minutos (horário de Brasília) do dia 23 de outubro de 2026, aos 20
graus e 54 minutos de Escorpião, Mercúrio entra na sua fase estacionária. No
dia 25 de outubro de 2026, mais ou menos no mesmo horário ele entra em
movimento retrógrado.
Pelo
significado do grau este pode ser um momento marcado pelo descumprimento das
ordens, pela necessidade de expressarmos a individualidade acima do padrão e da
ordem estabelecida. Pode representar uma revolta, pode representar uma recusa
de aceitarmos aquilo que está sendo imposto a cada um de nós. A mente
mercuriana tentará transmitir e irradiar esta energia de indisciplina e de
desacato ao que está estabelecido.
Mercúrio
ficará retrógrado até o dia 12 de novembro de 2026, por volta da das 12 horas e
53 minutos (horário de Brasília) aos 05 graus e 07 minutos de Escorpião.
Pelo
significado do grau, pode ser o momento em que as pessoas aceitam abraçar novos
valores, principalmente se eles prometem uma vida melhor e mais abundante.
Então
nós temos no mesmo dia Vênus e Mercúrio saindo do movimento retrógrado e com a
promessa de trazer para as pessoas uma nova mentalidade, um novo meio de atrair
a atenção delas.
Nesta
fase, o único planeta lento (dos que estavam retrógrados) que estará em
movimento direto, será Plutão em Aquário. E durante todo o tempo de
retrogradação de Vênus e Mercúrio, ele esteve dentro do mesmo grau. Sendo que
Plutão é considerado o regente atual de Escorpião. O significado do grau é o de
alguém que restaura o contato com a unidade que o mantinha focado, coeso,
estabilizado, ancorado no mundo, havendo a possibilidade de encontrar a cura
para algo que estava desorganizado, desestruturado. Regenerar, restaurar e
cicatrizar, são palavras que tanto nos remetem a Plutão quanto ao signo de
Escorpião. Mas é preciso que a gente mergulhe, que a gente viva com intensidade
o momento em que nos encontramos para que possamos trazer à tona um novo
padrão, uma renovação energética. Se conseguirmos trazer isto à tona, pode ser
que a coletividade encontre melhores respostas para os dilemas que estejam
atingido sua estrutura.
Este
intervalo entre o início da retrogradação de Vênus e o fim da retrogradação
tanto de Vênus quanto de Mercúrio pode trazer uma sensação de tranco, de
situações que ficam em suspenso, de situações que não evoluem como desejamos, o
que exige de nossa parte sentar e conversar, mostrar os prós e contras de
maneira paciente, mesmo que do outro lado tudo emane resistência. Período
marcado por muita negociação, muito esforço para encontrar os melhores
argumentos e de muita mobilização das forças coletivas e/ou comunitárias. Ganha
quem souber argumentar melhor, quem souber tranquilizar as massas e atender aos
anseios de uma dada coletividade. Devemos tomar cuidado com o desgaste mental
durante esta fase, com as brigas verbais, com as discussões, com a distorção do
significado daquilo que é expresso ou do que é negociado.
No
entanto, no mesmo dia do fim da retrogradação de Vênus e Mercúrio temos uma
energia tensa em Leão e Aquário. Marte e Júpiter estarão em conjunção em Leão e
o Nodo Norte da Lua estará em Aquário fazendo oposição a Marte e Júpiter. Será
que toda concentração e demonstração de poder e toda a agressividade estão
sendo úteis para a coletividade? Está havendo respeito às vontades de um grupo,
de uma organização, de uma comunidade, ou o que se faz é apenas uma
demonstração personalista, egocêntrica, orgulhosa e prepotente? Qual o rumo que
daremos ao poder? Qual a direção que o poder coletivo deseja seguir daqui por
diante e qual a contribuição individual para que isto aconteça?
Neste
momento teremos uma grande concentração de eventos retrógrados ocorrendo no
signo de Áries, o que faz com que as pessoas se mostrem muito teimosas, muito
despreocupadas com o que é importante para o outro, pensando muito em si mesmas,
não se importando com os resultados que suas ações possam trazer para um grupo
ou equipe. Há dificuldade para avaliarmos o que o outro pode trazer de
interessante, para abrirmos mão da nossa própria visão e do nosso próprio poder
de comando. O ego pode falar muito alto, mas também pode gerar uma situação que
se volta contra nós mesmos.
Urano
retrógrado em Gêmeos traz o rebelde sem calça e sem causa, que pode agitar as
massas, mas sem apresentar uma estrutura mental, prática, que de fato traga
algum resultado útil, muitas vezes podemos dar mais atenção ao frenético imediatismo
mental em lugar de avaliarmos as consequências de uma atitude impensada.
O
problema deste período reside na dificuldade para encontrar um meio-termo entre
o que uma parte deseja e o que a outra parte argumenta. Pode haver muito mais
masturbação mental ou malabarismos mentais em lugar da busca pela solução
prática e objetiva, mas o tempo da retrogradação dos planetas mais rápidos
(Vênus e Mercúrio) pode ser útil para que as pessoas, as comunidades, as
coletividades, as equipes e os grupos discutam melhor cada ponto e desenvolvam
maior profundidade na argumentação. A saída para qualquer impasse pode vir num
estalo, repentinamente.
Esta
energia geral ainda ficará presente até meados de dezembro, quando as
retrogradações de Netuno e Saturno terminam e aí começa a retrogradação de
Júpiter. O que será o pontapé inicial para um ciclo que pode ser considerado
muito difícil e que, além do mais, será marcado pelos eclipses de fevereiro de
2027, que tendem a ser muito fortes e trazer muitas energias disruptivas.
Durante
esta fase que mostrei de Vênus e Mercúrio seria muito bom que as pessoas evitassem
ao máximo (na medida do possível!) lugares marcados por situações
meteorológicas instáveis. Desde que Quíron fez parte daquilo que foi chamado de
cesta de Barbault (uma configuração cujo nome vem do famoso astrólogo francês
André Barbault e que envolvia Júpiter em Leão em oposição a Plutão em Aquário e
ambos fazendo ângulos positivos com Urano e Netuno), onde Quíron assumiu a
posição do meio da cesta em Touro apontando para Escorpião, eu vejo que a
tendência para mortes coletivas envolvendo situações com água e eventos
meteorológicos ficou altíssima. Não é uma certeza, é uma percepção que ficou
ainda mais evidente para mim depois de todos os eventos climáticos e
desabamentos que ocorreram na Ásia, na Europa, no Brasil e até em países da
América Latina. A percepção que eu tive quando vi aquela configuração é de
morte, sacrifício, descarte, desprendimento e transmutação e só então
começaríamos a ver o que de fato pode começar a emergir. Às vezes, tal morte
não necessariamente precisa ocorrer no nível físico, pode ser simplesmente o
afastamento de certas situações, o fim de uma energia incômoda, abrir mão de
certas coisas de nossa vida e assim por diante.
É
isso, meus caros viajantes das estrelas! Estejam mais conscientes daquilo que
pode realmente contribuir para que a humanidade supere seus tropeços e assumam
uma linha de conduta um pouco mais positiva para todos.
Eu
sou Marco Menezes e esta é apenas a minha visão das situações e não
necessariamente eu preciso estar certo, mas se eu puder despertar em cada
pessoa que ler este texto uma vontade de pesquisar, de aprender, de se sentir
estimulada a melhorar algo em sua vida, já fico feliz.
Inté!!!
LINKS:
Astrologia 2019, um pouco de 2020...
Conforme Júpiter se aproxima de Capricórnio, maior vai ficando o rombo...
Psiu!! Fica só entre nós!!! Júpiter em Capricórnio!!!